O Senhor nos fala em sua palavra que nos finais dos tempos o amor de muitos se esfriaria.
Acredito que seja esse o maior sinal que nos diz o quão perto está o final.
Cera vez li um livro que dizia que o ódio não é o oposto do amor
o ódio é uma distorção do amor. É a resposta do amor que foi ferido, magoado. Só se pode odiar aquilo que já amou, ou cultivou algum sentimento.
A leitura indicava que o oposto do amor é a indiferença. O Não-amor. O Desprezo.
De maneira alguma o ódio é melhor que a indiferença, pois a Palavra nos diz que quem odeia seu irmão é assassino, (um texto bastante forte)
mas acredito que antes de fazer mal ao outro, aquele que odeia, bem como o rancoroso, é como aquele que toma um copo de veneno esperando que o outro morra.
É antes de tudo, assassino de si mesmo, pois nada pode nascer em um terreno adubado pelo ódio.
Mas a indiferença... Esta é muito sutil. Nela reside o perigo.
Porque se o cristão hoje odeia alguém, ou está fora do propósito e não percebe, ou percebe e sente-se imensamente incomodado pelo Espírito, e nele busca o arrependimento e a cura para este sentimento.
Mas a indiferença chega de fininho... Não esboça reação ou sentimento. Não afeta diretamente as emoções de quem a carrega em seu coração.
O Senhor nos instituiu um novo mandamento: amai o próximo como a ti mesmo.
Quando a Bíblia nos trás o próximo, traz a idéia de semelhança pelo convívio. Mas muitas vezes acreditamos que o próximo é aquele que está perto de nós: a família, os amigos, e entes queridos.
A Bíblia nos deixa claro que estes, já sabemos amar sem nenhum esforço. Sentimos amor.
Mas o amor, à luz da Palavra, vai muito além do sentimento. A Bíblia nos alerta que os sentimentos são duvidosos, e o coração do homem, enganoso.
E numa leitura mais profunda podemos entender que o amor requer sempre uma atitude. O amor é um comportamento.
Vemos isso claramente através do sacrifício de Jesus. Ele poderia sentir amor por toda a humanidade e ter continuado a viver a vida buscando fazer o bem aqueles que estavam perto.
Mas o amor de Jesus não foi apenas um sentimento, uma emoção.
Através do seu sacrifício o seu amor alcançou toda a humanidade. O maior comportamento de amar que pode existir. Renegar-se a si mesmo. Entregar-se a si mesmo. Humilhar-se. Por aqueles que já existiam, por quem ainda iria existir. Por aqueles que o amavam e amariam, por aqueles que o odiavam e odiariam, por aqueles que O desprezavam e o desprezariam. Atitude incondicional do amor, total oposto à indiferença.
Talvez jamais entendamos a dimensão deste amor, que não despreza ninguém em toda a humanidade, por toda a eternidade.
Assim então passo a entender que se não amamos, somos indiferentes e não cumprimos com o novo mandamento.
E muitas vezes nos encontramos confortavelmente na zona da indiferença, porque acreditamos que não precisamos necessariamente amar o outro. Basta não odiá-lo.´
E não odiar alguém não é algo difícil.
Mas as coisas fáceis não combinam com o Reino, que só pode ser conquistado através de esforço.
E o Senhor espera de nós mais do que não odiar, mas que amemo-nos uns aos outros!
Espera de nós um comportamento de amar, com renúncias, entregas... Cedendo e preferindo o bem estar do outro! Considerando os outros superiores a nós mesmos. Derramando sobre as pessoas, independente de quem seja o o quanto já nos feriram, o se algum dia já fizeram parte das nossas vidas, o amor, da mesma forma que foi derramado sobre nós, antes mesmo de existirmos!
Que possamos exercitar a cada dia o comportamento de amar.
Quando praticamos, nos tornamos mais habilitados.
Que o Senhor nos inunde com o seu amor todos os dias!
Aghata Zequetto